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9 ingredientes de origem animal que se usam em cosmética

Já te deste conta que a linha de cosmética que pratico e ensino inclui ingredientes de origem animal. No entanto, eu incentivo a que sejam escolhidos com bom senso processados da forma mais consciente possível. Mas o que acontece na cosmética convencional é que são usados ingredientes de origem animal de forma abusiva sem esse bom senso. Deixo-te aqui com a lista desses ingredientes. 

Tutano de boi e placenta: já caiu um pouco em desuso, mas ainda se usava até há algum tempo atrás. Eram ingredientes bastante conhecidos de produtos para os cabelos. Champôs com tutano eram apresentados como nutrientes ricos para os cabelos, por causa da presença do colagénio.

Carmin: também conhecido como cochonilha, é um corante extraído dos corpos secos de certos insectos (Dactylopius coccus) que se alimentam da seiva das plantas. Esta substância de cor vermelha está presente apenas nas fêmeas e atinge a sua concentração máxima quando elas estão grávidas. Os insectos são criados naturalmente sobre os figos-da-índia e as fêmeas são retiradas (com uma lâmina de metal) pouco antes da desova, para serem secadas. O corante é usado para colorir batons e outros produtos para a maquiagem em tons de rosa e vermelho. Podes encontrar alternativas nas pétalas de rosa vermelhas em pó, argila vermelha ou  micas naturais como o óxido de ferro.

Queratina: é um dos ingredientes mais utilizados para o cuidado do cabelo. De origem animal, esta substância pode estar presente na juba, penas e nos chifres de diferentes animais. Como  alternativa para a queratina existe a  amla em pó, uma planta muito usada em ayurveda. 

→ Almíscar: já em desuso, pois agora os perfumes usam almíscares sintéticos. No entanto, as fragrâncias de musk são obtidas a partir dos órgãos genitais da lontra, do castor, de veados e outros animais. A substância é usada como um fixador em perfumaria e nota de base. Há no mercado os famosos perfumes de musk – persa “mushk”, que significa testículo. Para obter-se o perfume do cervo almiscarado, é preciso matar-se o animal, e extrair completamente a glândula, que é seca ao sol sobre uma pedra ou macerando-a em azeite quente. No mundo vegetal, pode-se encontrar almíscar comum, da planta “Mimulus inoshcolus”, na madeira almiscarada e nas sementes de almíscar do Hibiscus abelmoschus. 

→ Esqualeno: também conhecido como esqualano, é um composto que contém óleo de fígado de tubarão. É usado em cremes, loções e hidratantes como emolientes e lubrificantes de qualidade. As alternativas ao óleo de fígado de tubarão são naturalmente os óleos vegetais. 

→ Ácido hialurônico: na cosmética é  utilizado para o preenchimento de rugas e linhas de expressão. Este ácido é retirado da crista do galo, também conhecido como Hylaform ou de origem bacteriana, conhecido como Restylane e Juvederm. É melhor ter a certeza da origem deste ingrediente antes de comprar produtos com este ingrediente ou se submeter a tratamentos com ácido hialurônico ou em caso de dúvida nem sequer comprar o produto.

→ Colagénio e Elastina: são as proteínas presentes no tecido conjuntivo dos animais e  usadas ​​principalmente em produtos hidratantes. Já existem versões sintéticas do colágeno ou da elastina. Para saber a origem desses ingredientes é importante entrar em contato com os fabricantes, se a intenção for evitar produtos de origem animal. 

→ Âmbar cinza: é uma substância produzida pelo intestino de cachalotes (Physeter macrocephalus). Em tempos foi de grande valor como fixador em perfumaria, atingindo por isso elevados preços, mas é hoje raramente utilizada, por ter sido substituída sinteticamente e pelo facto de o seu uso ter sido considerado uma violação dos direitos aos animais. Existem fixadores vegetais para perfumaria, como a esteva e o líquen da Islândia.

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